Nas finanças: orçamento, fluxo de caixa, análise de riscos e balancetes. Nos recursos humanos: seleção, recrutamento, legislação trabalhista, treinamento de pessoal etc. Quando dizemos que uma pessoa “é do ramo”, sinalizamos que ela domina as habilidades técnicas do setor em que atua.
As habilidades humanas são principalmente as relativas ao trato com as pessoas. Implica uma forte competência para liderar, delegar, motivar, aconselhar, valorizar e comunicar-se. É a habilidade que relaciona a missão de um gestor a outras e dá um sentido de unidade de ação nas operações organizacionais.
As habilidades conceituais representam a necessidade de que o gerente tenha uma visão do todo, ou seja, uma visão “macro”. É a habilidade que requer o olhar além das fronteiras de uma área. É preciso entender as relações entre os diversos setores além de saber como a organização se relaciona com o ambiente externo. Executivos podem ser competentes tecnicamente e nos relacionamentos interpessoais, mas sujeitos ao fracasso quando incapazes de processar e interpretar corretamente a informação.
As habilidades mudam de peso em função do nível hierárquico do executivo. Seu modelo original tem a seguinte configuração: presidente, vice-presidente, diretor, gerente, chefe de departamento, superintendente, empregado. O executivo inicia sua carreira, dando um peso muito grande à área técnica e humana, mas, à medida que o tempo passa, e ele vai crescendo funcionalmente, concede cada vez menos peso à área técnica, que vai sendo gradativamente substituída pela habilidade conceitual.
A tarefa de gerenciamento é conflituosa, já que o gerente deve atingir resultados, motivar pessoas, assegurar um certo grau de certeza, segurança e previsibilidade nas operações, sempre visando a produtividade e, por outro lado, desenvolver idéias novas, pois, sem inovação, a organização perde a capacidade de reagir ao meio ambiente com a devida rapidez.
As principais habilidades inerentes ao gerenciador são: conviver com incertezas - saber onde se quer chegar; conviver com ganhos e perdas, pois, se em nossa sociedade só vale ser o primeiro, é importante administrar conflitos. Outro traço importante é caminhar com agilidade do micro para o macro e vice-versa, colocar-se no lugar do outro, procurar o significado dos acontecimentos.
A função do executivo caracteriza-se pela necessidade de um constante e enorme esforço pessoal, um trabalho que exige contínua atenção, ação e investimento, mas que acaba por representar a única forma de sair do circulo “vicioso” já estabelecido no cotidiano. Assim, pode-se verificar, que as habilidades gerenciais parecem ser muito importantes para a performance do executivo. Contudo, tais características estão fortemente interligadas com o perfil de cada profissional, fator que torna necessária a abordagem individual, sua evolução e tendências para os próximos tempos.
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